domingo, 20 de abril de 2008
Público/privado
Um dos mecanismos, subtis e perversos, que o Estado tem ao seu dispor para favorecer o sector privado consiste em nomear gestores públicos incompetentes. Imagine-se a satisfação dos negociadores privados de contratos com o Estado ao encontrar pela frente gente inexperiente ou literalmente impreparada a defender os interesses do Estado... Ora este é um dos efeitos da politização excessiva da administração pública. A um certo nível da dita administração, o critério de escolha das pessoas deve ser técnico em lugar da confiança política. A existência de um corpo de profissionais que sobreviva ao ciclo político, por vezes formados em escolas especiais (como a ENA em França) é essencial para assegurar competência e rigor na execução das decisões políticas. A não ser assim, o Estado sofre de instabilidade e de vulnerabilidade face ao assalto dos interesses privados, gerando-se uma distribuição de recursos contrária à pretendida pelas decisões de política económica.
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